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Filme Noir

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O filme noir é um dos gêneros cinematográficos “de época” mais admirados e populares do final do século vinte. O termo noir significa “escuro” e filme noir é uma variação do termo francês do século 19 “novela escura”, para nomear escritores de mistério que gostavam de climas sombrios e oníricos. O termo film noir quase não era utilizado na época a qual os filmes foram produzidos (anos 30 e 40) mas no final dos anos 50, a crítica americana utilizava o termo filme noir para definir um tipo de gênero – especificamente um sub-gênero do filme policial.As principais características do estilo são atmosfera pessimista, fotografia escura e estética influenciada pela angulosidade dramática do expressionismo alemão. O filme noir retrata seus personagens principais num mundo cínico e antipático. No lugar do mocinho sem mácula, um homem comum de moral duvidosa. Em vez da mocinha voluntariosa, a mulher fatal cínica e ambiciosa que talvez, no final das contas, ame o protagonista.

Pacto de Sangue

Pacto de Sangue

Quando pensamos no exemplar mais marcante deste gênero que teve sua era de ouro no cinema americano das décadas de 40 e 50, o primeiro longa que vem à mente é “Pacto de Sangue” (Double Indemmity. EUA, 1944). Terceiro filme de Billy Wilder e sua primeira obra-prima, Pacto de Sangue pode ser considerado a própria essência do noir.Baseado no livro “Three of a Kind” de James M. Cain, “Pacto de Sangue” é um sarcástico, engenhoso e sórdido ‘thriller’sobre adultério, corrupção e assassinato. Barbara Stanwyck é uma mulher sedutora que consegue convencer um vendedor de seguros a matar seu marido sob condições específicas, para que ela possa receber o dinheiro do seguro em dobro.

Barbara Stanwyck, a femme fatale

Barbara Stanwyck, a ultimate femme fatale

Dentro deste universo denso e sombrio se passaram algumas das mais interessantes e envolventes narrativas hollywoodianas. Como “O Falcão Maltês: Relíquia Macabra” (The Maltese Falcon. EUA, 1941. John Huston), que muitos consideram o primeiro film noir americano.

Falcão Maltês: A Relíquia Macabra

Falcão Maltês: A Relíquia Macabra

Nesse filme o detetive Sam Spade (Bogart) é contratado por uma jovem (Astor) para que encontre sua irmã, mas logo percebe tratar-se de um blefe. A mocinha, aparentemente inocente, faz parte de um grupo de pessoas dispostas a arriscar suas vidas em busca do lendário e valioso falcão maltês, uma imponente estátua de ouro maciço, incrustado de pedras preciosas. Interessado em livrar-se da culpa por dois assassinatos que acredita ter ligação com o caso, Spade resolve observar de perto a procura pela estatueta e conhece os limites da ganância humana.
Em sua estréia como diretor, Huston criou o filme com o qual todos os filmes de detetive seriam comparados, uma história de crime e ambição com personagens peculiares e astutos e estética sombria.

 Sam Spade (Bogart), o ultimate detetive.

Sam Spade (Bogart), o ultimate detetive.

Apesar de ser considerado um gênero cinematográfico de “época”,o filme noir sempre está presente em produções hollywoodianas como por exemplo “O homem que não estava lá” (The Man Who Wasnt There”.EUA, 2001.Joel Coen e Ethan Coen) e Sin City (Sin City. EUA, 2005.Frank Miller, Quentin Tarantino, Robert Rodriguez)

"O homem que não estava lá"

Em “O homem que não estava lá”, um barbeiro está descontente e cansado de seu trabalho. Em sua casa não há possibilidade de contato com a esposa. Um dia surge uma oportunidade para entrar como sócio numa rede de lavanderias e para conseguir o dinheiro ele chantageia o chefe e amante da sua esposa. Diferente da maioria dos filmes noir o narrador desta trama é um barbeiro comum e calado, Ed Crane (Billy Bob Thornton), o oposto do detetive machão de muitos filmes do gênero.A grande figura masculina recai sobre o antagonista, Big Dave Brewster (James Gandolfini), que é chefe e amante da esposa de Ed Crane. A esposa de Crane, Doris Crane (Frances McDormand), é mandona e tediosa dentro da sua casa, porém mantém seu chefe como amante. A traição tem um papel fundamental na narrativa. Ed Crane chantageia Big Dave e quando é descoberto o assassina. Com o avanço das investigações sua esposa é presa injustamente e ele se vê forçado a contratar o melhor e mais caro advogado da região. “O homem que não estava lá” é um filme elegante, grave, em preto-e-branco, com enredo ambientado na América suburbana, em 1949.

o barbeiro caladão Ed Crane, (Billy Bob Thornton)

o barbeiro caladão Ed Crane, (Billy Bob Thornton)

“Sin City” é uma cidade sem lei onde três histórias sobre crimes e perseguição são contadas. Um policial corrupto põe em perigo o frágil equilíbrio do submundo de Basin City, uma série de assassinatos cometida por uma grande figura do clero e um pedófilo que tenta vingar um seqüestro mal sucedido.

Sin City

Sin City

Todas as histórias estão fortemente apoiadas em pontos clássicos da narrativa policial. Detetive Hartigan (Bruce Willis) vive o conflito entre a omissão ou a possível destruição de sua carreira. Marv (Mickey Rourke) e Dwight McCarty (Clive Owen) passam por inúmeras situações de risco e cometem dezenas de crimes para proteger ou vingar suas amadas.A corrupção e a violência são os elementos e a estilosa fotografia que remete ao preto-e-branco estabelecem a aura filme noir.

Sin City noir moderninho

Sin City noir moderninho

A seção de Recomendados da VideoSession está cheia de clássicos do filme noir como: “Quando fala o coração”,”A Dama de Shangai”, “Crepúsculo dos Deuses”, “A marca da maldade”entre outros. E sem esquecer as versões modernas do noir: “Los Angeles – Cidade Proibida”, “Blade Runner”, “Chinatown” e “Dália Negra. Veja ou reveja.

Written by Video Session Locadora

19 setembro , 2009 at 12:57 pm

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The IT Crowd

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Moss, Jen e Roy: The IT Crowd

Moss, Jen e Roy: The IT Crowd

A Video Session recomenda a série inglesa “The IT Crowd”, que em português, seria algo tipo “O povo da TI”. Ou seja, é a galera que trabalha com tecnologia da informação (TI), é o pessoal que presta suporte técnico de informática nas empresas. O seriado ironiza muito bem a rotina desses profissionais que por mais estranhos que possam paracer sempre quebram aquele galho!

The IT Crowd

Os técnicos de informártica da Revnholm Industries estão instalado num sujo, escuro, horrível e apertado subsolo, enquanto as demais equipes da empresa contam com moderna arquitetura e parecerem bonitos, felizes e com histórias de sucesso. Moss, embora seja muito inteligente, tem dificuldade de se comunicar com o que não possui teclado, sendo que a mulher da qual ele chegou mais perto foi a heroína dos games, Lara Croft. Seu colega Roy é sorridente, mas ao mesmo tempo possui uma personalidade que o distancia das pessoas normais. Jen é a nova chefe deste departamento e seu conhecimento em computação é nulo. Ela tem o enorme desafio de diminuir o abismo entre técnicos e executivos. Moss e Roy evitam trabalhar o quanto podem e não gostam da idéia de serem chefiados por alguém que não tem conhecimento de tecnologia. Mas Jen vai batalhar duro para integrá-los à empresa, além de ensiná-los como é verdadeiramente trabalhar em equipe. Hilário e imperdível!

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The IT Crowd é escrita e dirigida pelo irlandês Graham Linehan e produzida pelo egípcio Ash Atalla (responsável pela The Office) para o Canal 4. A primeira temporada foi gravada diante de uma audiência ao vivo nos Estúdios Teddington, enquanto que a segunda foi gravada nos tradicionais Estúdios Pinewood. The IT Crowd tem três temporadas e foi um sucesso, ele foi indicado aos prêmios BAFTA e Rose D’Or 2006 de melhor sitcom.

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Written by Video Session Locadora

10 setembro , 2009 at 12:12 pm

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Coraline

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“Contos de fadas são a pura verdade não porque nos contam que os dragões existem, mas porque nos contam que eles podem ser vencidos”. (G. K. Chesterton)

coraline

Essa frase abre Coraline, o livro de Neil Gaiman em que se baseia a mais nova animação de Henry Selick, o mesmo diretor de O “Estranho mundo de Jack” (1993) e “James e o Pêssego Gigante”(1996). O filme é uma adaptação muito boa do livro, uma das melhores já vistas recentemente. Talvez isso se justique pelo fato de Neil Gaiman ser também roteirista e fazer questão de colaborar na adaptação seus livros; como foi o caso de “Stardust”(2007).

O diretor Henry Selick e o autor Neil Gaiman

O diretor Henry Selick e o autor Neil Gaiman

Coraline é uma feliz colaboração entre Gaiman e Selick, pois ambos artistas são mestres em narrativas sombrias, com atmosfera surrealista.
O filme tem uma história fascinante e é lindo esteticamente. No quesito plasticidade, bebe na fonte da “Noiva Cadáver” (2005), uma pequena pérola do inquieto Tim Burton. O mundo real é desbotado, enquanto o outro mundo, para onde Coraline é levada, revela-se colorido e perfeito.
Não se engane, Coraline é um filme de terror pra crianças, a trama é de provocar calafrios.

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Coraline conta a história de uma menina que encontra uma porta secreta em sua nova casa, e descobre um mundo paralelo. À primeira vista, este mundo se parece bastante com a sua vida real, com a diferença de que é muito melhor. Porém, quando essa fantástica aventura começa a ficar perigosa e seus novos pais tentam mantê-la presa para sempre na nova realidade, Coraline contará apenas com sua determinação e coragem para voltar para casa e salvar a própria família.O elenco de dubladores conta com nomes como Dakota Fanning no papel título, além de Teri Hatcher e Ian McShane. Veja o trailer:

Coraline é infantil mas não é bobo e pode e dee ser apreciado por toda a familia e pelos amantes de boas histórias e bom cinema. Todas as histórias de Gaiman são eruditas, mas são leves, atuais. Seus diálogos são ágeis, porém tem profundidade, numa demonstração de que é possível ser moderno sem ser superficial.

capa do livro Coraline

capa do livro Coraline

Written by Video Session Locadora

16 julho , 2009 at 5:54 pm

Across The Universe (2007)

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Across the Universe é um belo musical dirigido por Julie Taymor, de Frida. O filme faz um retrato os anos 60 através da obra dos Beatles. O elenco tem jovens talentos que interpretam e cantam, como o inglês Jim Sturgess, a americana Evan Rachel Wood. O filme também conta com algumas participações especiais de Bono Vox do U2 e Joe Cocker.

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A história é simples e bem executada, a roteirista/diretora Julie Taymor usou por volta de 30 músicas dos Beatles para contar uma história de amor entre um inglês e uma a americana Lucy. Além da história dos dois, Taymor também abrange a história americana entre 1963-1969.
O filme começa em Liverpool, de onde Jude (Jim Sturgess) decide partir para os EUA em busca de seu pai. Lá, ele conhece um estudante rebelde, e se apaixona por sua irmã Lucy (Evan Rachel Wood). Esta por sua vez, acaba envolvendo com movimentos de contra-cultura, da psicodelia aos protestos contra a Guerra do Vietnã. Em meio às turbulências da época, Jude e Lucy vão passar por situações que colocam sua paixão em choque.

Across The Universe - imagens belas e psicodélicas ao som de Beatles

Across The Universe - imagens belas e psicodélicas ao som de Beatles

Para os fã de Beatles, o filme é um prato cheio de referências, desde o logo da gravadora Apple até pequenas ações dos personagens que remetem à músicas dos Beatles, como os nomes dos personagens, de todos os personagens – assim como o título do filme – foram retirados de canções dos Beatles. Ou ainda, durante a canção “With a Little Help From My Friends”,onde pode ser visto um grande pôster da atriz Brigitte Bardot. Trata-se de uma referência à conhecida obsessão que John Lennon tinha pela atriz.

Fã ou não de Beatles, não deixe de ver “Across the Universe”. Só pra dar água na boca, veja um clip da música título, cantado por Fiona Apple com imagens do filme.

Across The Universe – The Beatles

Words are flying out like
endless rain into a paper cup
They slither while they pass
They slip away across the universe
Pools of sorrow waves of joy
are drifting thorough my open mind
Possessing and caressing me

Jai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world

Images of broken light which
dance before me like a million eyes
That call me on and on across the universe
Thoughts meander like a
restless wind inside a letter box
they tumble blindly as
they make their way across the universe

Jai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world

Sounds of laughter shades of life
are ringing through my open ears
exciting and inviting me
Limitless undying love which
shines around me like a million suns
It calls me on and on across the universe

Jai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Jai guru deva
Jai guru deva

Written by Video Session Locadora

17 junho , 2009 at 12:31 pm

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A Vida Dos Outros

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A Vida dos Outros foi o segundo mais votado entre os melhores dvds de 2008 na VideoSession.

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O filme alemão é de 2006 mas só foi lançado em dvd no Brasil no inicio do ano passado. É o recordista de indicações na história da premiação anual da Alemanha, tendo recebido 11 indicações.
O suspense alemão colecionou premios por onde passou.
Só para vocês terem uma idéia:

– Ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

– Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

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– Ganhou o BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, além de ser indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor,
Melhor Ator (Ulrich Mühe) e Melhor Roteiro Original.

– Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Filme Estrangeiro.

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– Ganhou 3 prêmios no European Film Awards, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator (Ulrich Mühe) e Melhor Roteiro.
Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Atriz (Martina Gedeck) e Melhor Trilha Sonora.

– Ganhou o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de Melhor Filme Estrangeiro.

– Ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Não-Americano.

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– Ganhou o Prêmio do Público no Festival de Locarno.

– Ganhou o Prêmio do Público no Festival de Rotterdam.

– Ganhou o Prêmio do Público no Festival de Montreal.

– Ganhou o Prêmio do Público e o de Melhor Ator (Ulrich Mühe), no Festival de Copenhagen.

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O supense de inspiração Hitchcockiana se passa numa Alemanha em que o Muro de Berlim ainda dividia o país. O ano é 1984 e o governo da Berlim Oriental pra assegurar o seu poder passa a incorporar uma forte vigilância sob seus cidadãos. É esse voyeurismo oficial que norteia esse bom filme.

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O grande alvo dessa vigilância é o dramaturgo Georg Dreyman Ulrich Mühe ) e sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck ). Eles passam a ser monitorados 24 horas por dia, na busca por provas que comprovem o envolvimento deles com o socialismo. Georg Dreyman (Sebastian Koch) é o maior dramaturgo da Alemanha Oriental, sendo por muitos considerado o modelo perfeito de cidadão para o país, já que não contesta o governo nem seu regime político. Apesar disto o ministro Bruno Hempf (Thomas Thieme) acha por bem acompanhar seus passos, para descobrir se Dreyman tem algo a esconder. Ele passa esta tarefa para Anton Grubitz (Ulrich Tukur), que a princípio não vê nada de errado com Dreyman mas é alertado por Gerd Wiesler (Ulrich Mühe), seu subordinado, de que ele deveria ser vigiado. Grubitz passa a tarefa a Wiesler, que monta uma estrutura em que Dreyman e sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck), são vigiados 24 horas. Simultaneamente o ministro Hempf se interessa por Christa-Maria, passando a chantageá-la em troca de favores sexuais. À primeira vista, estamos diante de um escritor inabalável em sua crença nos ideais socialistas, de uma atriz de sucesso, segura e apaixonada, e de um oficial da Stasi, frio e implacável. No entanto, cada um dos três vai se modificando, despindo-se mais profundamente: Dreyman, o dramaturgo, torna-se crítico e cético em relação ao sistema; Christa-Maria, a estrela de teatro, frágil e insegura; e Wiesler, o espião, sensível e solidário. Numa época de truculência, da ausência das liberdades individuais e coletivas. O diretor e roteirista Florian Henckel von Donnersmarck confere um caráter humanista das relações entre os envolvidos.O roteiro é muito bem elaborado, o ritmo do filme não é quebrado em nenhum instante, assim como a imprevisibilidade permanece durante toda a exibição. A ausência de clichês facilita bastante. A fotografia densa e azulada é outro ponto a favor do sucesso dessa bela produção colabora com a tensão incessante presente no longa.

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Written by Video Session Locadora

16 fevereiro , 2009 at 4:23 pm

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Gattaca – Divertido e Inteligente.

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Gattaca – A Experiência Genética (Gattaca). EUA, 1997. Dir. Andrew Niccol. Com Ethan Hawke, Uma Thurman, Jude Law, Loren Dean, Alan Arkin, Gore Vidal e Ernest Borgnine.

Com roteiro e direção de Andrew Niccol,que também foi roteirista de O Show de Truman, Gattaca é um ensaio sobre o que pode ser uma sociedade em que o destino das pessoas esteja pré-determinado cientificamente, em que não haja o mínimo espaço para a ação do indivíduo na construção de seu próprio futuro. Também é uma reflexão sobre como a ciência pode ser usada para legitimar e, no caso, criar uma hierarquia social, principalmente se feita sem crítica e controle da sociedade. O filme se passa em um futuro não muito distante no qual os seres humanos são criados geneticamente em laboratórios, as pessoas concebidas biologicamente são consideradas “inválidas”. A história começa com dois irmãos, “Vincent Anton” e “Anton”, respectivamente concebidos de maneira natural e manipulado geneticamente. Ambos carregam o nome do pai, mas ao saber do resultado genético do primogênito, o pai inclui um primeiro nome diferente no filho não tão perfeito, resguardando seu nome para um segundo filho, supostamente o mais bem sucedido. O primeiro, “Não-válido”, mesmo tendo pré-disposição a várias doenças e uma previsão de sua morte para seus 30 anos, busca realizar seu sonho contra tudo e todos. Vincent Anton (Ethan Hawke) quer viajar para as estrelas e com todo seu esforço e um pouco de corrupção do sistema, tenta superar os limites impostos ao seu destino, sendo obrigado a esconder de todos quem ele realmente é. Ele se torna Vincent Freeman . O “inválido”, consegue um lugar de destaque em corporação, escondendo sua verdadeira origem. Mas um misterioso caso de assassinato pode expôr seu passado.

O filme, realizado onze anos atrás se mostra super atual em tempos de genoma e discussões sobre clonagem. Além disso remete ao clássico da literatura “Admirável Mundo Novo” uma obra da década de 1930, mas que ainda hoje choca, e interessa. Vale a leitura.

Gattaca é do tipo de filme que agrada mente, olhos e ouvidos. Um roteiro extremamente original e intrigante, uma fotografia belíssima e uma trilha sonora fantástica! Jude Law faz uma de suas melhores interpretações de sua carreira. Tudo em Gattaca é sublime!” O resultado é fabuloso.

O filme pode ser material de apoio em aulas para a discussão de assuntos ligados a Eugenia, racismo e genética. A partir dele pode-se também discutir Filosofia, como estética, epistemologia e ética. É um filme bom. Bom pra pensar e bom pra divertir.

Written by Video Session Locadora

11 setembro , 2008 at 5:03 pm

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